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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O que fazer face a sintomas de gripe ou constipação? P.2

Mais algumas tácticas para combater os males da estação!

Massagens no peito e costas: a partir dos 6 meses de idade as crianças já podem receber uma vigorosa massagem no peito, pescoço e costas com um creme à base de mentol, eucalipto e um pouco de cânfora. Este tipo de cremes produzem uma sensação de frescura no nariz, que permitem respirar e dormir melhor. Evite zonas com pele sensível ou aberta e qualquer área do rosto.

Mais líquidos: sumo de água mineral e maçã reineta tem muitas vezes uma ação anti-pirética rápida (pode acrescentar um pouco de camolmila). Beber líquidos previne desidratação, além de ajudar a diluir o muco e secreções nasais. Principalmente porque os bebés e crianças pequenas não sabem expectorar correctamente, ou seja que não se conseguem livrar o muco que se solta das paredes mucosas. Os líquidos que ingerem ajudam esse material a sair nas feses. Com bebés de menos de 6 meses é preciso cuidado já que a água em demasia pode fazer-lhes mal. Nada como perguntar ao médico.

Cebola e cenoura: 2 xaropes tradicionais, fáceis de fazer, para crianças com mais de 12 meses. São óptimos para a tosse, principalmente nas crianças pelo seu sabor doce. É só picar a cebola/ralar a cenoura, cobrir com açúcar mascavado e deixar a macerar durante pelo menos 1 hora. Para efeitos mais fortes pode fazer-se das duas. As crianças podem começar por tomar 2 colheres de sopa e dar mais se necessário. Também é muito eficaz colocar uma cebola picada no quarto da criança, ao lado da cabeceira da cama. Acalma imediatamente a tosse e ajuda a libertar o muco.

Equinácia- Por vezes a criança pode não gostar muito de chá mas pode sempre cozinhar arroz ou fazer o caldo de uma sopa com chá de equinácia em vez de água (alho, gengibre e umas bagas goji também são bons acréscimos).

Elevar a cabeça: enquanto dorme a criança pode ter mais dificuldade a respirar. Esta solução fácil ajuda bastante a respirar mais facilmente. Coloque uma almofada por baixo da cabeceira do colchão ou então uma almofada extra na cabeça  e peito da criança. Tenha cuidado para que permaneça direita nas almofadas.

Mel: para crianças com mais de 12 meses, o mel cobre e acalma as paredes da garganta, ajudando a controlar a tosse. Há 2 receitas que vale a pena serem partilhadas. A primeira consiste em dar à criança ½ a 1 colher de sopa de mel ao qual se misturou umas gotas de sumo de limão e outras tantas de sumo de gengibre (basta ralar um bocado e espremer a polpa). Assim, para além dos benefícios do mel, tanto aproveita a vitamina C e propriedades antibióticas do limão e gengibre. Se a criança gostar de tomar chá, é possível juntar esta mistura a uma chavena de água morna. A segunda receita consiste em misturar quantidades iguais de mel e açafrão-das-Índias (Curcuma longa) dar uma colher de chá da mistura por hora até os sintomas como tosse, febre, muco e dor de garganta, diminuírem. Vai-se reduzindo a dose até terem desaparecido completamente, normalmente resolve a questão em 3 dias.

Neti: para crianças a partir dos 4 anos, esta solução ligeiramente salina liberta a fossas nasais de muco e impurezas acumuladas, deixando-as limpas e hidratadas. Para aplicar esta irrigação nasal é preciso preparar a solução salina com ½ colher de chá de sal e o jala neti com água (destilada, mineral ou do mar) morna e inclinar a cabeça para um dos lados enquanto se faz a água entrar pela narina de cima e sair pela de baixo (pode também usar um bulezinho). Repetir para o outro lado.

Gargarejos com água salgada: esta forma de acalmar gargantas irritadas tem uma acção de limpeza sobre o muco que se aloja nesta parte do corpo. É bastante eficaz e deve ser usada só em crianças a partir dos 4 anos de idade. Peça à criança inclinar a cabeça para trás e tentar aguentar ficar com a água na parte de trás da boca, sem engolir. Depois peça-lhe para fazer sons com a garganta. Faça com a criança para que perceba o que tem de fazer, sempre em tom de brincadeira.

Vá, experimentem! Depois me dirão se não é melhor que passar a vida na farmácia e no médico!

sábado, 17 de agosto de 2013

Açafrão-das-Índias, segredos saudáveis

O artigo a continuação mostra que esta planta (Curcuma longa) tem efeitos testados por médicos e investigadores da medicina ocidental sobre os benefícios da ingestão continuada e regular de curcumina, o seu princípio activo. Vale bem a pena dar uma vista de olhos!

http://www.naturalnews.com/041642_turmeric_curcumin_drug_alternatives.html

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ghee: o Ouro Ayurvédico

Ghee é um dos veículos e preservantes mais usados na Índia. Considerado divino em Ayurveda, é por si só terapêutico e adequado a todos os biótipos. Aumenta ojas, a essência subtil de todos os tecidos. Aumenta agni,  e todas as energias e enzimas digestivas do corpo. Promove jatharagni, o fogo digestivo existente no intestino delgado, melhorando as suas capacidades sem agravar pitta.
É a fonte tradicional de lípidos na alimentação indiana. Trata-se de manteiga clarificada, livre de todos os seus resíduos lácteos. Por esse motivo dura mais que a manteiga normal. Sendo uma fonte de gordura, é calórica. É usado tanto em terapias e massagens como na culinária, para saltear vegetais, por exemplo, sendo também uma fonte de vitamina A, ajudando ainda no combate à úlceras.
Pesquisas comprovaram que o ghee, apesar de ser um alimento de origem animal, não sofre do problema de saturação de gorduras, portanto não aumenta os níveis de colesterol no sangue.


Propriedades terapêuticas

Diz-se do ghee que ajuda a equilibrar os humores. Em Ayurveda é utilizado também como emoliente, sendo a base de diversas preparações medicinais. Junto dos praticantes de yoga é conhecido como sendo um lubrificante natural, ajudando na flexibilidade para a prática das asanas ou posições.
As massagens com ghee são usadas no tratamento de distúrbios de pitta e vata. Os textos antigos afirmam que o ghee é bom para todas as partes do corpo e que é também o suprassumo dos tratamentos para os problemas (inflamatórios) de pitta. Por isso mesmo é também o meio (anupana) preferencial para administrar tratamentos para estas condições. Também é usado em tratamentos rejuvenescedores (rasayana), de doenças e afrodisíacos (vajikarana).
Para além disso o ghee é conhecido por promover a memória, a inteligência, o bom funcionamento do aparelho reproductor e a digestão.
Já está cientificamente provado que o ghee é rico em compostos fenólicos. Ou seja, é bom para para o crecimento dos 7 dhatus no corpo (plasma, sangue, carne, gordura, ossos, medula óssea e fluído reprodutor) e é adequado para pessoas de todas as idades.
O ghee torna os órgãos sensoriais mais eficientes, promove o crescimento do cabelo e melhora a saúde e aspecto da pele. Ajuda a formação de ossos e facilita a recuperação de ferimentos traumáticos, inclusive fracturas. Também é conhecido pelas suas propriedades terapêuticas no tratamento de queimaduras e feridas.
O ghee solidifica mas não perde as suas propriedades, pelo contrário, os seus benefícios apuram-se com a idade. Por isso pode ser armazenado por muitos anos, sem necessidade de refrigeração.

Preparação

O ghee é obtido a partir do cozinhar lento de manteiga sem sal de óptima qualidade, de onde são retirados os componentes sólidos. Use preferencialmente uma panela que não seja de alumínio.
Coloca-se a panela a lume lento, aumentando sempre que necessário para libertar espuma. Com uma escumadeira vão-se retirando os resíduos que se acumulam à superfície até já não libertar mais. Por fim use um pano e filtre o líquido. O resultado vai ser um líquido dourado e transparente: o ghee.

Usem à vontade!!!




Compostos fenólicos: são um grupo de antioxidantes que combatem o envelhecimento celular (radicais livres).